terça-feira, 20 de outubro de 2015

CÍRIO DE NAZARÉ NA CASA DE NAZARÉ

  
Nossa meta, participar
do Círio de Nazaré
No dia 8 de outubro de 2015 (quinta-feira), nossa querida filha Tatiane nos levou ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de onde partiríamos às 17h50, com destino a Belém-PA. Fomos visitar um grande amigo e participar dos festejos dos Círios de Nazaré, uma das maiores festas religiosas do mundo. Houve escala em Brasília, aonde chegamos à noite e a fome já apertava. Então, fomos atender a reclamação do estômago que não é fã de longas esperas. Sentamo-nos e colocamos as bagagens de mão em duas cadeiras bem diante de nossos olhos. Todo cuidado é pouco e, além do mais, estávamos em Brasília, palco dos delitos mais escabrosos com relação a tomar posse do alheio...
Viviane e Rafael
Enquanto jantávamos, fomos agradavelmente surpreendidos pela chegada do simpático trio oliveirense: Rafael, Viviane e a linda filha do casal. Viviane exclamou, igualmente surpresa: “Como o mundo é pequeno!” Entretanto, logo saíram apressados, pois já estava quase na hora do voo a Fortaleza para onde foram, com certeza, se deliciar nas praias do Ceará, como Jericoacoara, por exemplo.
Como bons caipiras, Cátia e eu nos aproximamos das laterais de vidro com vista para a pista e ficamos apreciando o movimento incessante dos aviões. A infância volta a cada instante nas recordações do roceiro e um filme me embaralha o pensamento: lembrava-me das corridas que meu irmão e eu fazíamos morro acima para assistir mais de perto ao voo dos aviões numa altura imensurável. Entretanto, na maioria das vezes, avistávamos tão somente o rastro de fumaça por alguns instantes no céu azul de nossa querida terra, após o avião ter passado. O sacrifício de ficar com o pescoço esticado para cima recebia apenas a pequena recompensa de avistar o avião no tamanho de uma andorinha sobrevoando ao redor da igreja de Senhora de Oliveira.
Até os óculos caíram de vergonha.
É mentira, Cátia?
Nossos traseiros emagrecidos sofriam muito com aquela cansativa espera nos bancos duros do aeroporto, tais como fossem de pedra. Tentei arredar a mesa do lugar que parecia ser aparafusada ao piso. Ao me aproximar para conferir se era realmente cravada no chão, até os óculos, envergonhados,caíram do meu rosto. Aquelas mesas jamais foram nem poderiam ser atadas a algo imóvel, pois dificultaria a limpeza até para os mais habilidosos faxineiros. Consciente de minha fraqueza, por ser incapaz de mover a mesa que talvez não fosse tão pesada assim, só me restou rir de mim próprio, com as forças já corroídas pela idade. Por pura coercibilidade, me vi coagido a trocar as cadeiras, por serem mais leves e compatíveis com minha força, ou fraqueza.  Talvez seja mais certo admitir logo a fraqueza, que já se manifesta paulatinamente por todo meu corpo, certamente reclamando do peso dos anos.
Não reparem
Enquanto isso, uma página do Facebook fofoqueiro nos mostrava Maria Zelina, Bete de Filhinha e Ângela do Carmo Rocha em Londres, certamente em algum restaurante degustando as delícias do fishand chips. Esse prato consiste em peixe empanado frito e batatas fritas, uma delícia de se comer no país da eterna Rainha Elizabeth.  Só de pensar, a boca já ficava cheia d’água. E nós? Macarrão integral, duro e encaracolado boiando no molho de tomate, comido no Spoleto do aeroporto internacional na terra da Dilma. É mole ou quer mais? 
Só conseguimos sair de Brasília por volta da meia-noite. Crescia a expectativa em chegar a Belém, para participar da sagrada Festa do Círio de Nazaré e visitar Nonato, Nazaré, seus filhos, respectivas esposa e noivas, e a alegria da casa: seus quatro netinhos maravilhosos. Como todas as crianças, vivem entre tapas e beijos, mas no final ficam os quatro felizes, pois a vovó sabe controlar os possíveis conflitos, a ponto de quebrar o dedo, se preciso for. Dizem que mineiro não perde o trem e a Cátia foi bem mais apressadinha, querendo até furar a fila.  Pedi clemência aos demais passageiros e pudemos encontrar calmamente nosso assento quase na cozinha do Boeing. Alheio a qualquer turbulência, fechei os olhos e me abandonei por inteiro na poltrona da aeronave. Só fui novamente dar conta da minha existência com os puxões da Cátia por volta da 1h30, pois já estávamos em Belém.
Preocupados com nossa bagagem na esteira, não percebemos logo o encanto da hospitalidade do Coronel Nonato e de sua esposa Nazaré que já se manifestava oculta e surpreendentemente. Eles nos fotografavam através dos vidros da sala de desembarque e nos davam as boas vindas com um sorriso de felicidade. Enquanto isso, apreciávamos um grupo de artistas tocando e dançando o carimbó, uma música típica do Pará. Já eram 2h da madrugada, quando entramos no carro do coronel e da Nazaré, que nos aguardavam sempre muito amáveis. Fomos direto para sua residência, onde continuaram demonstrando ser inigualáveis anfitriões, embora o significado dessa palavra não comporte tanta gentileza de que fomos alvos, pois mais pareciam se tratar de nossos irmãos e cunhados ao mesmo tempo.
Avó é mãe com açúcar, e o avô registra tanta doçura.
Nazaré e Cátia, abatidas pelo cansaço, foram dar satisfação aos macios travesseiros e aconchegantes colchões. Nonato e eu ficamos trocando ideias até pouco mais das 3h, quando, vencidos pelo sono, ainda fomos tomar um copo de leite: o meu era gelado, o dele, quente. Essa preferência me fez lembrar meu pai Sodiga, que tomava um copo de leite quente antes de dormir, pois, segundo ele, fazia vir o sono mais rápido.

A partir da esquerda: Cátia, Edgard, Comandante Nonato, 
Nazaré, Coronel Andrei e a Major Adalmilena.
O descanso não durou tanto, pois a ansiedade pedia que já estivéssemos de pé por volta de 8 h. O café da manhã nos esperava na mesa farta de iguarias com tudo proveniente da fazenda do comandante: queijo de búfala, manteiga caseira de primeira, ovos caipiras mexidos, requeijão, leite e frutas, tais comoabiu, banana, abacaxi, melancia, açaí, manga, uvas e outras tantas que fogem à lembrança. O mais importante: todos os produtos religiosamente orgânicos. Pouco depois das 9h, chegaram um de seus filhos, o Coronel Andrei, e sua esposa, a major Adalmilena Café Duarte da Costa. O casal já nos encantava com sua simpatia e cordialidade, quando chegaram os filhinhos de Andrei e Adalmilena: Adrielle (10 anos), Andra (8 anos); Antônio José e Andrei Nonato (gêmeos de 4 ou 5 anos, aproximadamente). São crianças simpáticas, gentis, tratáveis e educadas, e logo a vovó Nazaré põe-se a brincar no meio deles, como se fosse da mesma idade. Esse comportamento comprova aquela máxima: avó é mãe com açúcar.
Depois conhecemos os outros dois filhos de Nonato e Nazaré: Adriano, engenheiro que, por opção, trabalha em banco, e é noivo da advogada Juliana; Artur é formado em Administração e, também por opção, é professor universitário. Está noivo de Elizangela. Todos ultrapassam os limites da simpatia, da cordialidade e da harmonia familiar. Percebemos ainda existirem famílias como antigamente, nas quais as crianças e adultos tomam bênção aos pais e aos avós, algo não visto tão facilmente na contemporaneidade. Fica comprovado fidedignamente que as qualidades dos avós e dos pais influenciam positivamente os filhos e os netos.
A dificuldade para entrar na procissão
do Círio. 
Aproveitamos ainda o dia 9 de outubro (sexta feira) para irmos às 18h assistir a uma palestra com a turma Canção Nova, a ser realizada na Igreja São Francisco de Assis, a Igreja dos Capuchinhos. Para nossa frustração não havia mais lugar e voltamos desapontado, algo que, em outras épocas, denominaria com o rabo entre as pernas. Mas o que não tem jeito ajeitado está. Outra frustração: fomos à loja da Canção Nova com o objetivo de comprar uma imagem de Santa Faustina e não encontramos minha santinha polonesa. Tristes e cabisbaixos, voltamos para
Padre Geffison e 
Edgard
casa do comandante. Depois, seguimos para o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, a fim de assistir à Santa Missa presidida pelo Padre Jeferson. Na minha cabeça passava alguns acontecimentos do VI Encontro, quando me comprometi com a Mãezinha de Nazaré de estar em Belém durante os Círios, e pensei: aqui estou com a sensação de missão cumprida. 
Interessante é lembrar que, quando entrávamos no carro do comandante para algum passeio ou ir à Santa Missa, e o trânsito estava muito intenso a ponto de não haver local para estacionar, ele só olhava para a esposa e dizia: “Naza, pede a São José”. E ela pedia, não é que rapidamente aparecia uma vaga para estacionarmos? Acredite, se quiser!
Após a missa, demos umas voltas na praça e visitamos uma irmã da Nazaré que mora bem pertinho do Santuário. A demora foi pouca e logo voltamos à casa do comandante para nos deliciarmos com um apetitoso jantar, com direito a pernil a pururuca e iguarias variadas. 
Com a missionária,
Salete
No dia 10 de outubro (sábado), comentei sobre o tamanho da barba e o coronel, como em todos os momentos de sua afortunada cordialidade, me levou a uma barbearia para aparar a barba branca, que incomodava e impiedosamente revelava a minha idade. Feita a barba, fomos assistir à Santa Missa rezada pelo Padre Jeferson, na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, por volta das 11 h. Lá encontramos a Salete, missionária da Canção Nova e, em tom de galhofa, reclamei da palestra de que não pudemos participar. Tivemos a oportunidade ver de perto o descimento da Mãe Rainha, as 12,30 h, na Basílica-Santuário de Nazaré. A imagem original de Nossa Senhora de Nazaré é retirada do Glória do Altar-mor, ficando em veneração, durante toda a quinzena, em nicho ornado no presbitério.  A cerimônia é toda organizada pelos padres barnabitas. A transladação iria sair por volta das 17,30do Colégio Gentil Bitencourt, percorrendo o mesmo trajeto do Círio em sentido contrário. Logo após a missa voltamos para casa, é hora de almoçar. Nonato e eu entabulávamos um bate-papo descontraído, tomamos uma garrafa do saboroso vinho canônico, e diante da mesa repleta de novas iguarias: camusquim de camarão, filet mignon, maniçoba, pato no tucupi, pernil à indiana, peixes variados, arroz integral com brócolis, açaí e farinha d’água para não deixar sair de minha dieta. Logo veio mousse de maracujá, o que Nonato chamaria de creme de maracujá. Logo perguntou a sua Naza: “Afinal, isso é creme ou mousse?”.  Ela respondeu, sorrindo: “Coma duas vezes; a primeira é mousse e a segunda é creme”. O casal estava sempre bem-humorado, demonstrando constante satisfação por estarmos ali, atitude que nos deixava emocionados e com saudades antecipadas pela agradável convivência.
Uma leve brisa acariciava o papo
À noite tivemos um jantar sem comentários. Depois de bem alimentados, Nonato e eu voltamos para a varanda e, com a brisa noturna a nos acariciar, conversamos sobre vários assuntos. Às vezes, voltávamos cinquenta anos e nos víamos no Seminário dos padres crúzios, holandeses de linha dura, de quem hoje agradecemos a educação recebida. A conversa se alongou até quando o sono resolveu nos convidar ao aconchegante leito que nos aguardava. Cátia já estava no terceiro sono, quando cheguei de mansinho e fui dormir, como sempre até as 8 h.
Na manhã do dia 11 de outubro (domingo), o café com variedade de frutas orgânicas da fazenda do Coronel Nonato, afora os ovos caipiras, suco de polpa de cacau, meu pão integral recheado de queijos diversos, para combinar com o café com leite que nos esperava quentinho sobre a mesa, maravilha de refeição que, a essa altura, já nos era familiar. Como mencionado no início, o casal agia como nossos irmãos, nos deixando à vontade, com total liberdade, a ponto de nos fazer imaginar que morávamos naquela casa.
Círios: mais de um milhão e quatrocentos mil fiéis.
Café no papinho, pé no caminho. Fomos ver a procissão dos Círios, na qual se estendia uma corda de 400 metros com cinco estações intercaladas com um material de metal. Como uma criança arteira, mergulhei sob os braços da corrente humana e consegui tocá-la. Entretanto, fui convidado por um guarda a me retirar, o que achei melhor não recusar e logo saí agradecendo o conselho amigo, pois ali o perigo se mistura com o sagrado. Mais de um milhão e quatrocentas mil pessoas do mundo inteiro se movimenta para trás e para frente, o que não dá para entender direito. Parece o Rio Amazonas na maré cheia, oferecendo um imponente espetáculo de bater as portas da frente, num vai e vem da cidade de Macapá.
Na arquibancada ao lado de Adriano
e Artur (filhos de Nonato e Nazaré)
Mal sabia que o comandante havia comprado ingressos para todos nós, dando a oportunidade de assistirmos das arquibancadas que eu chamaria de camarote àquela altura do cansaço. Dali assistimos tranquilos a toda a procissão dos círios.
Edgard, Francisco Pinheiro e Kelly
Por volta de meio-dia, voltamos para casa, pois já era hora de almoçar, ou melhor, de saborear as maravilhosas iguarias, sempre com a especial atenção dos simpáticos colaboradores Kelly e Francisco Pinheiro, o Chico, a quem Nazaré e o Nonato tratam com carinho como se fossem da família. Uma atitude bastante rara deveria ser imitada,se todos nós comportássemosconforme acontece entre esses colaboradores, cuja retidão e lisura estão estampadas nos rostos, e o casal Nonato e Nazaré, o mundo seria bem diferente, pois o bem atrai o bem. (aequalitas).O que nos leva a lembrar de Paulo Freire: “A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém”.
Uma foto-montagem simbolizando a
presença espiritual da mãe em suas
romarias.
No dia 12 de outubro, se comemorava o Dia de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças, e por coincidência é o dia do aniversário da minha saudosa e inesquecível mãezinha, que me aguarda feliz na casa do Pai. A mesa estava abarrotada de balas e bolas e os presentes se espalhavam pelo chão da sala, pois eram bastante para promover a felicidade daqueles anjinhos, e lá estava a Nazaré brincando feliz com a criançada.
A programação começa a se definir de maneira consistente no meio espiritual às 18h com missa na Basílica, presidida pelo nosso querido Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova. Ao ser anunciado, o sacerdote foi ovacionado por todos os participantes daquela Santa Missa e, mesmo cansado pelo peso da idade, já meio roco e com a voz fraquinha, foi aplaudido até pelo menor sorriso que dispensasse aos fiéis que o amam incondicionalmente. Após a Santa Missa, o casal simpático nos convidou para um passeio na praça, onde rapidamente vimos a luxuosa ornamentação com anjinhos luminosos, que pareciam já querer se despedir de nós e essa lembrança da proximidade da partida começava a nos entristecer.
Voltamos ao que chamaria de nossa casa para outra vez saborear as iguarias que dispensam comentários. Por força do entusiasmo, não me preocupei com o exagero na comida jantamos bem até demais. Mas deixemos isso para lá! Naquele dia, Nonato e eu ultrapassamos todos os horários permitidos pela nossa idade. Depois, Cátia e eu fomos dormir, pois viajaríamos às 3h da madrugada, proximidade que nos trazia muita tristeza.
Na hora da partida foi preciso
segurar as emoções mais fortes.
Nessa madrugada, o Coronel Nonato, com sua habitual cordialidade, se dispôs a nos levar ao aeroporto e, quase no momento de seguirmos viagem, lembrou-se de uma caixa de isopor que havia comprado e, sem dizer nada, encheu-a com a deliciosa polpa de cacau, açaí de sua fazenda, maniçoba e até uma galinha caipira já fatiada e temperada. Pasmem, meus amigos, o próprio Nonato deu logo um jeito de procurar uma fita durex daquelas mais largas que se escondia nas gavetas de seu escritório, esperando para preparar nosso presente. Ele se revelou ser um paraense com estilo dos mineiros: abarrotou a caixa nova, tampou e colou com a fita durex, rodeando-a de todas as formas para não haver perigo de abrir. Além disso, ainda tomou o cuidado de escrever meu nome, endereço e telefone na tampa, para não correr o risco de extraviar. Concluiu sua obra desenhando com uma caneta setas indicando a posição, com o aviso de "FRÁGIL". Essa, sem dúvida, trata-se de garantia e disciplina aprendidas na caserna, minimizando a possibilidade de seus amigos perderem a valiosa encomenda.
Durante a partida, procuramos nos segurar para não derramar lágrimas diante dos nossos amigos, mas não pudemos nos conter já dentro do avião. Deixar todos aqueles amigos se tornou motivo de muita saudade que ficará amargando em nosso coração, até o próximo encontro em Senhora de Oliveira, na esperança de estar junto de todos os nossos queridos easistas.
Ao nosso amigo Nonato e sua adorável Nazaré, posso afirmar que a felicidade de estar em sua casa só aumenta em cada letra que escrevo durante esse relato, por isso paro por aqui, pois uma lágrima saliente teima em me atrapalhar.
Um forte abraço a todos os easistas.


2 comentários:

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    [7/6 12:28] Siovani: Quanta saudade de ouvir aquela conversa devota, que, apesar de nossas convicções, deixava-nos enternecidos. Que falta faz aquele jeito alegre e simples.
    [7/6 14:02] Maria NOVO: Tive a impressão de estar ouvindo o Edgard falar enquanto lia o seu texto tão fidedigno ao ocorrido em Belém e na casa do casal amigo, Nonato e Nazaré. Que saudade me deu do meu cunhado, amigo e irmão!
    [7/6 15:56] Nonato: Muito obrigado Lulu, por nos fazer recordar de dias memoráveis e felizes em nosso lar.
    Para nós foi uma benção acolhermos o casal Edgar e Kátia. Quantas lembranças!...Quantas saudades...! Edgar, criatura simplesmente admirável de coração Santo e sua esposa Kátia amorosa e perseverante, um casal ímpar que por poucos dias integraram nosso lar e que nos dixou muitas boas lembranças e saudades.
    Naqueles dias, um , exatamente no dia do Círio me marcou muito porque até hoje sinto remorso, o fato foi que o Edgar, quando andávamos acompanhando a famosa corda do Círio ele quis entrar no empurra empurre da multidão que conduzia a corda para toca-la, era o seu desejo, e eu no sentido de protege-lo, por julga-lo enfraquecido, o segurei impedindo de penetra naquele alvoroço para Pegar na bendita corda. Naquele mesmo instante comecei a sentir remorso pois ainda penso que se ele tivesse tocado naquela corda talvez tivesse conseguido o milagre e hoje possivelmente estivesse ainda entre nós. Teria valido a pena ter tocado na corda, mesmo com o risco de ter caído ou desmaiado pelo cansaço da luta de chegar até a corda. Sinto muito não ter confiado nele e nem em mim para ajudá-lo .
    Espero que o Edgar é Deus me perdoem.
    [7/6 16:57] Catia Luchesi Alfenas: Obrigada Lulu, pela homenagem.
    Sim, Siovani, isso tudo me faz muita falta.
    Maria José, eu também, quando leio o que ele escreveu sinto a mesma impressão, que estou ouvindo o Edgard.
    Nonato, obrigada por suas belas palavras e, para nós que foi uma benção sermos acolhidos por vocês, pessoas admiráveis e amorosas.
    Não sinta remorso Nonato, sabemos que você quis protegê-lo, mas, enquanto andávamos pela corda do Círio ele entrou sim no empurra empurra e pegou na corda !!!

    O encontro para o Edgard era uma alegria, ele esperava ansiosamente e contava os dias para estarmos todos juntos.
    [8/6 21:41] Luiz Alfenas: Nonato, você não tem nada que agradecer. Você é que é merecedor de toda nossa gratidão por ter proporcionado a realização desse sonho para o Edgard. Essa viagem marcou a vida dele.
    E tem mais, não conheço quem receba melhor ou que seja mais hospitaleiro do que você e sua família. Assim foi quando o encontro se realizou aí em Belém; assim foi com o Edgard e Cátia e quando meu filho, Cláudio, esteve aí para um concurso. Você e Nazaré são duas pessoas muito especiais, e deixam alegria e amizades por onde passam. Vocês são raridade, uma amizade assim é um privilégio. Edgard sentiu isso e nos deixou esse belíssimo texto inspirado nos melhores sentimentos que se pode ter em relação a um casal amigo.

    Abraço fraternal.
    [8/6 22:02] Nonato: Meu irmão, sinto que suas palavras brotam de um coração nobre e bondoso.
    Mas tratando de ser hospitaleiro ainda temos muito a aprender com você e Maria José, tenho certeza que se vocês dois vierem um dia aqui em casa não saberemos ser hospitaleiros e nem fazer o que vocês fazem conosco todos os anos quando passamos aí pela sua casa.
    [10/6 01:33] Catia Luchesi Alfenas: Você, Nazaré, Maria José, Lulu são pessoas muito especiais.
    Verdadeiros anfitriões.

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  2. [10/6 12:51] Maria NOVO: Obrigada querida!
    [10/6 13:28] Nazaré De Belém: Obrigada linda amiga..

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